Observação de Planetas

planets-4-largeNesta seção vamos apresentar as observações planetárias que o GPAA realizou, abrangendo os planetas rochosos e os gasosos de nosso sistema solar. A observação planetária é uma seção muito interessante da Astronomia amadora, porém, requer instrumentos de alta potência para que os detalhes dos planetas sejam revelados. Um sistema motorizado seria o ideal, permitindo acompanhar a visualização do planeta.

Como primeira adição nesta seção, temos uma excelente notícia, no que se refere à observação planetária. No dia 20 de outubro de 2013, com a utilização de um telescópio composto Vixen, acoplado em uma montagem motorizada Skywatcher, integrantes do GPAA conseguiram observar Urano e Netuno na mesma sessão de observação, a partir do centro da cidade de Ponta Grossa. O sucesso da localização e observação desses dois planetas remotos só foi possível com a cuidadosa calibração do sistema motorizado do telescópio em questão, e que permitiu, apesar da intensa poluição luminosa, a observação dos planetas mais afastados do nosso Sol. Na ampliação utilizada, cerca de 70 x, ambos planetas pareciam pequenas esferas brancas, de dimensões angulares bem diminutas, porém, mesmo assim, era possível diferenciá-los das estrelas próximas. Apesar da troca da ocular por uma mais potente, a imagem se degradou, não permitindo uma observação mais detalhada. Para esses casos, seria necessário utilizar o telescópio Skywatcher dobsoniano de 203mm, que revelaria mais detalhes desses mundos distantes. No que se refere à observação desses planetas remotos, é uma observação que requer instrumentação potente, boas condições atmosféricas, e muita paciência por parte do observador, pois, se o objetivo é registrar por meio de desenhos ou fotos os detalhes do planeta, um acompanhamento cuidadoso é requerido.

Urano foi o primeiro planeta descoberto desde a invenção do telescópio. William Herschel o descobriu, em 13 de março de 1781, usando um telescópio de 15,7 cm de abertura e com distância focal de 210mm. O diâmetro equatorial do planeta é de 51.118 Km, com um período orbital de 84 anos. A sua distância ao Sol é de 2.87 bilhões de quilômetros.

Urano e Netuno

Urano e Netuno em imagens obtidas pela sonda Voyager 2

Netuno foi descoberto por meio da análise das perturbações gravitacionais sobre o movimento de Urano, em 23 de setembro de 1846. Tem um diâmetro de 49.528 Km, e orbita o Sol a uma distância de 4.50 bilhões de quilômetros, com um período de 164.79 anos.

Entre as outras observações planetárias do GPAA está o planeta Saturno, um alvo bem mais fácil para os telescópios, visto a sua menor distância em relação à Terra. Com os seus majestosos sistemas de anéis, é o planeta preferido para se obter belíssimas imagens.Na foto abaixo, o planeta Saturno com uma ampliação razoável, o que causou um pouco da perda de nitidez da imagem.

saturno

Saturno é o sexto planeta do Sistema Solar, com uma órbita localizada entre as órbitas de Júpiter e Urano. É o segundo maior planeta, após Júpiter, sendo um dos planetas gasosos do Sistema Solar, porém o de menor densidade, tanto que se existisse um oceano grande o bastante, Saturno flutuaria nele. Seu aspecto mais característico é seu brilhante sistema de anéis, o único visível da Terra. Seu nome provém do deus romano Saturno. Faz parte dos denominados planetas exteriores.Saturno é um planeta gasoso, principalmente composto de hidrogênio (97%), com uma pequena proporção de hélio e outros elementos. Seu interior consiste de um pequeno núcleo rochoso e gelo, cercado por uma espessa camada de hidrogênio metálico e uma camada externa de gases. A atmosfera externa tem uma aparência suave, embora a velocidade do vento em Saturno possa chegar a 1.800 km/h, significativamente tão rápido como os de Júpiter, mas não tão rápidos como os de Netuno. Saturno tem um campo magnético planetário intermediário entre as forças da Terra e o poderoso campo ao redor de Júpiter.Antes da invenção do telescópio, Saturno era o mais distante dos planetas conhecidos. A olho nu não parecia ser luminoso. O primeiro ao observar seus anéis foi Galileu em 1610, porém devido à baixa inclinação de seus anéis e à baixa resolução de seu telescópio lhe fizeram pensar a princípio que se tratava de grandes luas. Christiaan Huygens com melhores meios de observação pode em 1659 visualizar com clareza os anéis. James Clerk Maxwell em 1859 demonstrou matematicamente que os anéis não poderiam ser um único objeto sólido, sendo que deveriam ser um agrupamento de milhões de partículas de menor tamanho.O movimento de rotação em volta do seu eixo demora cerca de 10,5 horas, e cada translação (volta) ao redor do Sol leva 29 anos terrestres.Tem um número elevado de satélites, 62 descobertos até então, e está cercado por um complexo de anéis concêntricos, composto por dezenas de anéis individuais separados por intervalos, estando o mais exterior destes situado a 138 000 km do centro do planeta geralmente compostos por restos de meteoros e cristais de gelo. Alguns deles têm o tamanho de uma casa.Saturno é um esferóide oblato (achatado nos pólos) – seus diâmetros polares e equatoriais variam por quase 10% (120 536 km contra 108 728 km). Este é o resultado de sua rápida rotação. Na linha do equador é notável uma pequena saliência, devido à velocidade de rotação. Os outros planetas gasosos também são oblatos, mas em um menor grau. Saturno é o único do sistema solar que é menos denso que a água, com uma densidade média de 0,69 g/cm3.Saturno gira em torno do Sol em uma distância media de 1,418 bilhões de quilômetros em uma órbita de excentricidade 0,056, com um afélio a 1,500 bilhões de quilômetros e o periélio a 1,240 bilhões de quilômetros.

Quem desejar conhecer mais sobre a observação de planetas, recomendamos a visita dos seguintes sites, que tem seções definidas para a observação dos planetas, com tutoriais e muitos outros materiais.

http://alpo-astronomy.org/

http://pianeti.uai.it/index.php/Alta_Risoluzione

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